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Covid-19 x Saúde financeira dos condomínios

Diante de um cenário de incertezas para os próximos meses, o SíndicoNet consultou especialistas e traçou orientações para o síndico manter contas equilibradas

A orientação para “ficar em casa” tem se provado, mundo afora, como a medida mais eficaz para desacelerar o contágio do novo coronavírus (covid-19). E o Brasil tem respondido bem ao chamado, o que, para nós, significa que a população condominial está vivendo mais intensamente nos empreendimentos com tudo a que se tem direito: mais consumo, mais barulho, mais conflitos e mais solidariedade também.

Embora haja muitas incertezas para o cenário futuro, já se fala em recessão, desemprego e o crescimento da inadimplência. Sem o salário entrando regularmente no bolso, é questão de tempo para as pessoas enfrentarem encruzilhadas e pesar na balança quais contas pagar, dentre elas, a cota condominialPara ajudar síndicos a lidar com essa situação e manter a saúde, não só dos moradores, mas também das finanças do condomínio, o SíndicoNet organizou uma série de medidas para auxiliar gestores a manter o equilíbrio das contas de seus empreendimentos. Boa leitura!

Acompanhe de perto o fluxo de caixa do condomínio

Mais do que nunca, o síndico deve fazer uma análise financeira criteriosa dos centros de custos do condomínio, tendo como base previsão orçamentária, e se certificar de que o fluxo de caixa está sob controle. “Nesse período de extrema exceção que estamos vivendo, é preciso  avaliar as contas, ficar atento ao movimento dos condôminos em relação ao pagamento das cotas e incluir, logicamente, a elaboração de um plano de contingência para o condomínio”, comenta a síndica profissional Tania Goldkorn, que atende 12 condomínios em São Paulo.

Nessa fase extremamente crítica, o síndico deve trabalhar em sintonia com a sua administradora, que poderá apoiá-lo em diversas frentes. “O síndico não é um especialista financeiro, por isso o gerente da administradora deve fazer uma projeção financeira quando notar algum desequilíbrio nas contas: olhar o condomínio por inteiro para possíveis cenários e traçar ações de acordo com o perfil do empreendimento”, diz Angelica Arbex, gerente de Marketing.

“Embora tenha sido um impacto pequeno, já deu para identificar que haverá aumento da inadimplência, que com toda certeza será maior em maio. Temos que abrir os olhos“, alerta Piernikarz.

Neste primeiro momento, o que os síndicos devem fazer é acompanhar a movimentação.”Não recomendamos fazer ações preventivas antes do problema acontecer. O síndico deve monitorar e, se a inadimplência começar a crescer, deve ter calma e confiança e, junto com a administradora, redesenhar a rota“, diz Angelica.

Cota condominial é rateio de despesas. Acredite: isso não é consenso entre os moradores

Roberto lembra que o condomínio não visa lucro e que a cota condominial é um rateio de despesas. “As pessoas têm um pensamento equivocado de que o condomínio cobra para ter sobra de caixa, quando é o rateio das despesas entre os condôminos. O síndico precisa fazer o ajuste correto, ter a sensibilidade de acertar a ‘equalização do som'”, esclarece.Cabe ao síndico ser didático e pedagógico para explicar aos moradores, com todos os recursos de comunicação disponíveis, que a cota condominial está entre as contas que não se deve deixar de pagar. Justamente neste momento de pandemia, em que todos precisam ficar em casa.”Ficar em casa” implica naturalmente no incremento das contas de consumo (água, gás, energia), mais uso de equipamentos (elevadores, bombas) e geração de mais lixo.Embora seja óbvio para síndicos, conselheiros e administradores, muitos moradores não sabem o que compõe a cota condominial e nem imaginam que, ao não pagá-la, podem colocar em risco a segurança, a salubridade, recursos básicos e equipamentos do empreendimento. 

Fonte: Síndico Net